Move. Corpo por todos os espaços que restaram vazios. Num alcance remoto de inspirações inadequadas. Para razões que se vão. Volta e relança a estrada sonora de outros carnavais. Batidas incessantes de um cowboy do espaço sideral. Estrelas ao redor e brilhos de nuvens passageiras. Vai ao centro e espicha. Alonga o corpo em sintonia com as incansáveis alegrias de verão. Teclado alucinado da madrugada boêmia. Insensato. Verdejante jardim do céu ingrato. E chove. Para cima os braços retomam os sentidos inexpressivos. Mesma cena. Mesmo enquadramento. De última hora. Sem surpresas intensas. Ao relento contando estrelas restantes à espera da última viatura. De perdidos humanos paranormais. Inexistentes. Festivais dançantes. Da aurora boreal. Ei. O retorno do cowboy do espaço sideral.
Cowboy espacial
Por Pablo Pereira

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