Ziguezague

Por Pablo Pereira

Todas as cores eram iguais. Uma sensação estranha. Não poderia mais identificar as marcas. Desespero silenciado pela escuridão abrupta. Continuava caminhando, mesmo que em ziguezague. Sempre quis chegar a algum lugar. Nunca soube de fato qual era o destino. Apenas apoiado numa bengala de um avô distante, passo a passo, não desistia. Sons e perfumes ajudavam-no a se movimentar. Sem perceber, andava por perto do acidente quando viu estranhamente o próprio corpo. Samahell não queria acreditar naquilo, havia matado sua irmã.

 

Escrito por

Pablo Pereira. Professor, Escritor e Terapeuta. Autor dos livros “Combalir: poesia” (1998), “Sinfonia nº 5: ficção” (1999), “Permita-se: encontra o teu próprio ritmo” (2011) e “Do Caos: a depressão em fragmentos” (2011).

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