Todas as cores eram iguais. Uma sensação estranha. Não poderia mais identificar as marcas. Desespero silenciado pela escuridão abrupta. Continuava caminhando, mesmo que em ziguezague. Sempre quis chegar a algum lugar. Nunca soube de fato qual era o destino. Apenas apoiado numa bengala de um avô distante, passo a passo, não desistia. Sons e perfumes ajudavam-no a se movimentar. Sem perceber, andava por perto do acidente quando viu estranhamente o próprio corpo. Samahell não queria acreditar naquilo, havia matado sua irmã.
Ziguezague
Por Pablo Pereira

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